Blog Zonacurva
  • O conto de terror da pandemia no Brasil

    A realidade brasileira é um conto de terror. Se a pessoa assiste ao Jornal Nacional, da Rede Globo, fica chocada com os números da doença causada pelo novo coronavírus. Mais de 95 mil pessoas já morreram, sendo que muitas dessas mortes poderiam ser evitadas, seja com um bom sistema de atendimento, seja por uma ação nacionalmente coordenada de prevenção. O Brasil não tem

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  • O que pretendem esses manifestos?

    A ideia de resguardar a democracia brasileira contra Jair Bolsonaro possui viés negacionista. Para haver normalidade institucional sob ameaça, ela precisa ter sobrevivido aos arbítrios da Lava Jato. Ou o estado de Direito permite conspirações de agentes públicos para eleger um fascista, ou não vivemos nesse regime desde pelo menos 2016. Faz diferença tratar a deposição de Bolsonaro como rito expiatório do golpismo arrependido ou

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  • O leitor não é um penduricalho dos blogs

    Acho que já está na hora de vocês leitores opinarem de forma mais efetiva sobre o que vai acontecer com o jornalismo e com a imprensa daqui para frente. A profissão e o negócio da notícia estão mudando por causa da internet e isto afeta todos os que consomem informações, ou seja, praticamente os quase 7,8 bilhões de habitantes do planeta Terra. Os

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  • Manifestações do povo negro nos Estados Unidos e Brasil

    O assassinato de George Floyd gerou uma onda de protestos no mundo todo na discussão do racismo e da violência policial contra os negros. Nos Estados Unidos, obviamente, as manifestações foram maiores. A comunidade negra, já calejada nesse sofrimento, explodiu em mais uma onda de protestos que iniciou violenta como reação imediata ao assassinato e, na medida em que foi sendo encampada por

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  • pandemia bolsonaro

    A pandemia e o imobilismo do governo Bolsonaro

    Pandemia Covid-19 – O número de mortos no Brasil vitimados pela Covid-19 se aproxima de 40 mil e mais de 700 mil brasileiros já foram infectados pelo vírus, mas, na televisão e nos jornais esses números aparecem como uma mensagem qualquer enquanto as famílias almoçam ou jantam. Ao que parece essa é uma realidade normalizada, bem diferente da do começo da pandemia quando

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  • Circo dos horrores

    Não me surpreendi com o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril. Como diria o Barão de Itararé, “é de onde menos se espera, daí que não sai nada”. O circo dos horrores revelado na reunião deixa evidentes impressões digitais, não apenas do Gabinete do Ódio, mas também do Escritório do Crime, como é conhecida a ala mais perversa dos milicianos do

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  • covid-19 EUA

    O coronavírus e o poder político norte-americano

    CORONAVÍRUS – Os Estados Unidos são tidos como um dos países mais ricos do mundo, e provavelmente é. E, agora, com a explosão do coronavírus, fica bem fácil ver o porquê. No mundo capitalista, a riqueza é produzida pelos trabalhadores e se concentra na mão de um número pequeno de pessoas, que são as que detêm os meios da produção. Justamente por ser

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  • E depois da pandemia?

    Como será o “dia seguinte” dessa pandemia? O que mudará em nossos países e em nossas vidas? Ainda é cedo para previsões. Alguns sinais, porém, já indicam que, ao contrário do que diz a canção, não viveremos como os nossos pais. Por que a China conseguiu deter a epidemia em tempo relativamente curto, se considerarmos que, numa população que ultrapassa 1 bilhão de

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  • Andersen para estas horas do Brasil

    Certa vez, o Barão de Itararé publicou este pensamento genial: “Houve um tempo em que os animais falavam. Hoje, no Brasil, eles até escrevem” Notem o quanto o Barão era profético. Pois na presidência do Brasil, no começo do ano um asno, ou no começo do asno um ano escreveu: “Você lembra como eram os livros p/ nossos filhos em governos anteriores? Carregados

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  • corona quarentena

    Reflexões sobre a quarentena do brasileiro

    O isolamento num país de terceiro mundo como o Brasil é muito mais complicado do que na Europa, e até mesmo na China. Assisti diversos vídeoebs nos últimos dias de moradores da Itália, Espanha e da região chinesa de Wuham, e ficou muito claro que são sociedades com menor diferença social e econômica. Além disso, contam com estruturas de serviços públicos muito superiores

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  • Coronavírus: o vírus e os trabalhadores

    Quem está acostumado a ver filmes de tragédias biológicas de roliúde sabe qual é a fórmula da desgraça: governos corruptos, um maluco que fez a merda, milhões de pessoas morrendo, um pequeno grupo de heróis tentando salvar o mundo. Ao final, os heróis revertem a coisa, salvam seus entes queridos, salvam os governantes, mas os milhões que morreram parecem não ter qualquer importância

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  • Os carregadores de voz

    Bolsonaro imprensa – O jornalismo é um fazer que, segundo o teórico Adelmo Genro Filho, deveria ser uma forma de conhecimento capaz de transitar entre o singular, o particular e o universal. Ou seja, aquilo que é único no acontecimento, sendo mostrado na relação com o todo. Só assim o leitor, espectador ou ouvinte poderá compreender o que realmente aconteceu, porque terá à

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  • democracia brasil

    Pós-democracia

    A cada ataque mais veemente do arbítrio, surgem novos textos opinativos reafirmando a saúde da democracia brasileira. As instituições funcionam, as liberdades sobrevivem, há eleições. Os vaticínios catastróficos da esquerda falharam. O governo de Jair Bolsonaro pode ser medíocre, mas segue os padrões do estado de Direito. Essas afirmações dependem de significados muito convenientes de “ditadura” e “fascismo”, baseados no Brasil de 1964

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  • Mineração ameaça terras indígenas

    O governo do Brasil encaminhou um projeto ao Congresso Nacional buscando liberar as áreas indígenas para mineração, geração de energia, agricultura e pecuária. Essa é uma promessa de campanha do atual presidente que finalmente foi colocada em andamento. Durante o primeiro ano de mandato, o presidente foi pródigo em declarações bombásticas contra os povos indígenas. Para ele, os indígenas ainda não são humanos

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  • Agoricidade

    A pós-modernidade, com suas novas tecnologias, contrai o tempo histórico e esgarça os espaços sociais, agora atomizados em tribos e grupos. Ao destronar as grandes narrativas, a globocolonização nos comprime na agoricidade – a plenitude do agora. O antes e o depois já não importam. Desde a queda do Muro de Berlim, o sistema nos colocou viseiras que não nos deixam alternativa senão

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  • Índios sob ameaça

    Nos fundões do Brasil, os jagunços armados invadem aldeias, matam índios e intimidam famílias. São “trabalhadores” da morte, a soldo dos fazendeiros ou mineradores ricos que provavelmente nunca sequer pisarão nas terras que querem tomar. Os jagunços estão ousados, sabem que a polícia, que deveria proteger as pessoas, também tem a mesma intenção que eles: servir aos poderosos. E que dentro da corporação

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  • reforma tributária

    Reforma tributária: mais dos ricos, menos dos pobres

    O Planalto anuncia a Reforma Tributária. No Brasil, entre várias distorções, destaca-se o fato de o governo tributar pesadamente o consumo e a produção, quando deveria arrecadar mais da renda. Vigora hoje o imposto regressivo – quem é mais pobre e ganha menos paga, proporcionalmente, mais impostos que os mais ricos. A tributação deveria ser progressiva – cobrar mais impostos sobre renda e

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  • Ainda é possível acreditar na isenção do jornalismo?

    O jornalismo nunca foi e nem pode ser 100% isento ao produzir uma notícia. A afirmação pode chocar muita gente, inclusive profissionais do jornalismo, mas ela espelha uma realidade que raramente é levada em conta no julgamento de uma informação. Isto porque o uso de processos digitais no jornalismo relativizou o conceito de isenção permitindo uma maior diversificação nas notícias, o que ampliou

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  • O conto infantil segundo Bolsonaro

    Neste começo de 2020, o breve tuitou: “Você lembra como eram os livros p/ nossos filhos em governos anteriores? Carregados de ideologias, ofendiam as famílias, atentavam contra a inocência das crianças. Isso mudou. Estamos ensinando o correto, aquilo que os pais sempre desejaram para seus filhos” (Jair M. Bolsonaro) Contam que depois desse tuíte, Jair M. continuou neste primor de interpretação literária: Olhem

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  • LULA LAVA JATO

    A conciliação perpetuará o fascismo

    A direita gosta de ver Lula prometendo uma candidatura que se destrói com meia-dúzia de canetadas amigas. O incômodo surge quando ele ameaça expandir essa perspectiva, abraçando uma agenda democrática que inclua sua elegibilidade em tópicos de interesse geral. Então os ideólogos da pacificação vêm negar-lhe o direito de falar em nome da boa causa. Romper esse bloqueio tornou-se uma obrigação moral e estratégica

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  • Esquerda: o resgate do sonho

    Pertenço à geração que teve o privilégio de fazer 20 anos nos anos 60: Revolução Cubana, Che, Beatles, Rei da Vela, manifestações estudantis, Alegria, Alegria, Glauber Rocha, McLuhan, revista Realidade, Marcuse, Maio de 68, João XXIII, naves espaciais etc. Era a geração dos sonhos. “Sonhar é acordar-se para dentro”, lembra Mário Quintana. Estávamos permanentemente despertos. Nossas quimeras não eram acalentadas por drogas, mas

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